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Cooperação científica com a China aproxima agenda internacional e amplia ações estratégicas do STAC/USP

há 9 minutos
3 min de leitura

Missão liderada pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, reúne universidades, centros de pesquisa e empresas chinesas

WAFI

Entre os dias 15 e 22 de setembro, foi realizada uma missão institucional à China voltada ao fortalecimento da cooperação científica e tecnológica e à identificação de novas oportunidades de parceria em áreas estratégicas para a agricultura. Liderada pela presidente da Embrapa, Dra. Silvia Massruhá, a agenda incluiu encontros com universidades, instituições de pesquisa e empresas, além da participação na World AgriFood Innovation Conference (WAFI) 2026, realizada em Pequim.


A missão ocorre em um contexto de aproximação entre instituições brasileiras e chinesas em torno de temas como agricultura sustentável, segurança alimentar, transformação digital, inteligência artificial, biotecnologia, bioinsumos, gestão de recursos naturais e inovação tecnológica.


Nesse cenário, a participação de Silvia Massruhá, que também atua como Conselheira de Novas Tecnologias do STAC/USP, ganha relevância para a articulação entre as agendas de pesquisa e inovação desenvolvidas no Brasil e as redes internacionais de conhecimento.


O STAC/USP – Sustainable Tropical Agriculture Center, coordenado pelo professor Durval Dourado Neto, tem entre suas frentes de atuação a integração de ciência, tecnologia, inovação, sustentabilidade e cooperação internacional voltadas aos desafios da agricultura tropical.


Também integra a estrutura do STAC/USP o professor Evaldo Ferreira Vilela, membro do Comitê Gestor. A presença de pesquisadores e gestores vinculados ao Centro em redes nacionais e internacionais contribui para ampliar o diálogo sobre ciência, inovação e formação de recursos humanos para a agricultura.


Cooperação Brasil e China


A missão teve início na China Agricultural University (CAU), instituição de referência nas ciências agrárias. A delegação brasileira participou de reuniões com pesquisadores do College of Resources and Environmental Sciences, com discussões sobre agroecologia, compostagem, microbiologia, aproveitamento de resíduos orgânicos, desenvolvimento tecnológico, formação de pesquisadores e intercâmbio acadêmico.


Outro eixo da agenda foi a participação no WAFI 2026, cujo tema é “Transformação Verde e Saudável dos Sistemas Agroalimentares”. O encontro reuniu lideranças acadêmicas para discutir a transformação verde e inteligente da agricultura, incluindo formas de ampliar o acesso e a utilização de tecnologias digitais no campo.


Durante a conferência, a programação brasileira também incluiu debates sobre inteligência artificial, agricultura inteligente, biotecnologia, resiliência, sustentabilidade, políticas públicas e transformação dos sistemas agroalimentares.


Agricultura digital e inovação


A agenda chinesa também envolveu discussões sobre bioinsumos e aproveitamento de resíduos orgânicos. Representantes da Embrapa participaram de visita a uma unidade de compostagem acelerada em Pequim e de reunião com o VOTO Biotech Group, em uma articulação relacionada ao desenvolvimento e ao escalonamento de soluções para produção de bioinsumos.


A Embrapa também apresentou experiências brasileiras relacionadas à agricultura digital. O Projeto Semear Digital esteve entre os destaques da missão, em uma agenda que dialoga com o avanço de tecnologias digitais, inteligência artificial, sensoriamento e sistemas de apoio à tomada de decisão no campo.


Esses temas apresentam forte convergência com a proposta do STAC/USP de integrar diferentes áreas do conhecimento para enfrentar desafios da agricultura tropical. A atuação do Centro envolve pesquisa, formação, extensão e cooperação, buscando aproximar universidade, setor produtivo, instituições públicas e parceiros internacionais.


Agenda Internacional


A aproximação com instituições estrangeiras é uma das dimensões da atuação do STAC/USP. Ao longo de suas atividades, o Centro tem promovido iniciativas de intercâmbio científico e acadêmico, incluindo o STAC School e Tech Tour, realizado com a participação de estudantes e pesquisadores estrangeiros, além de ações de cooperação com instituições da América Latina e da Ásia.


A experiência acumulada pelo Centro em programas de formação e intercâmbio internacional amplia as possibilidades de diálogo sobre diferentes modelos de agricultura tropical e sobre soluções tecnológicas aplicáveis a contextos distintos.

Nesse sentido, a agenda da Embrapa na China estabelece pontos de convergência com temas centrais para o STAC/USP: segurança alimentar, sustentabilidade, inovação, transformação digital, biodiversidade, bioinsumos, agricultura tropical e cooperação internacional.


A missão brasileira ainda incluiu agendas em Nanjing e Xangai, com encontros com universidades, centros de pesquisa e empresas, além de atividades relacionadas à inteligência artificial e tecnologias de automação agrícola. A cooperação entre Brasil e China, nesse contexto, envolve não apenas a transferência de tecnologias, mas também a construção de redes entre pesquisadores, universidades, empresas e instituições públicas. Para centros como o STAC/USP, essa articulação internacional amplia o espaço para a ciência brasileira participar de discussões sobre o futuro dos sistemas agroalimentares e contribuir para soluções voltadas à agricultura tropical. Fonte: EMBRAPA

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