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  • Abelhas e Agricultura: O Papel Essencial da Polinização para a Produção de Alimentos

    Na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), pesquisadores vêm estudando a influência das abelhas na polinização agrícola, destacando sua importância para a produção sustentável e a regeneração ambiental. As abelhas desempenham um papel essencial na agricultura e no meio ambiente. Foto: Dmitry Grigoriev / unsplash As abelhas  são fundamentais para a agricultura e a biodiversidade , atuando como polinizadoras naturais em diversas culturas agrícolas. Esse processo não apenas garante a reprodução das plantas, mas também aumenta a produtividade das lavouras e melhora a qualidade dos alimentos . O Impacto das Abelhas na Agricultura A polinização por abelhas  desempenha um papel essencial na produção de diversas culturas, como café, girassol e frutas, impactando diretamente o rendimento e a qualidade dos produtos agrícolas. 📌 Benefícios da polinização na agricultura: ✅ Aumento da produtividade : Lavouras polinizadas por abelhas produzem mais frutos e sementes. ✅ Melhoria da qualidade dos alimentos : O óleo de girassol, por exemplo, apresenta maior teor de vitamina E  quando polinizado por esses insetos. ✅ Sustentabilidade : Abelhas auxiliam na redução do uso de agrotóxicos , pois contribuem para o equilíbrio ecológico. Um estudo com café , conduzido na Esalq/USP , mostrou que a presença de abelhas nas lavouras melhora a uniformidade dos grãos  e aumenta a produtividade , resultando em cafés de maior qualidade para o mercado de cafés especiais . "Embora o café consiga se autopolinizar, as abelhas garantem maior produtividade e qualidade dos grãos",  explica Denise Alves , pós-doutoranda da Esalq. Espécies de Abelhas e Seu Papel na Polinização Na Esalq, é possível encontrar seis espécies nativas de abelhas sem ferrão , além de abelhas solitárias e a Apis mellifera , conhecida como abelha africanizada . 🔹 Abelhas sem ferrão : São essenciais para a polinização de florestas e podem ser manejadas de forma sustentável, até mesmo em áreas urbanas. 🔹 Abelhas solitárias : Não vivem em colônias, mas desempenham um papel fundamental na regeneração ambiental . 🔹 Apis mellifera : Popular na produção de mel , essa espécie também tem um comportamento defensivo e pode ferroar. A presença dessas abelhas não apenas melhora a produtividade agrícola, mas também contribui para a restauração de ecossistemas , pois muitas espécies dependem de ocos em árvores para nidificação . "As abelhas não apenas ajudam na polinização agrícola, mas também desempenham um papel vital na recuperação ambiental",  destaca Denise Alves. Meliponário da Esalq (Crédito: Anna Pizzo) Educação e Manejo Sustentável das Abelhas A Esalq/USP  oferece a disciplina Insetos Benéficos , na qual alunos de Ciências Biológicas, Engenharia Agronômica e Engenharia Florestal  aprendem sobre a importância das abelhas na agricultura. O curso inclui aulas práticas no apiário e meliponário do campus , onde os estudantes aprendem sobre produção de mel e conservação de abelhas nativas . Além disso, a Esalq recebe visitas escolares , permitindo que estudantes conheçam de perto o manejo sustentável das abelhas sem ferrão . 📩 Escolas interessadas podem agendar visitas pelo e-mail : daalves@usp.br Cuidados ao Encontrar Abelhas na Natureza Se você encontrar um ninho de abelhas , é essencial identificar a espécie antes de tomar qualquer atitude . 🐝 Apis mellifera (abelha africanizada) : Possui comportamento defensivo  e pode ferroar. Em caso de enxames em áreas de risco, recomenda-se chamar um apicultor especializado . 🐝 Abelhas sem ferrão : São inofensivas e podem ser mantidas no local ou manejadas de forma sustentável . "As abelhas sem ferrão não representam perigo e podem ser manejadas mesmo em ambientes urbanos, contribuindo para o equilíbrio ecológico",  explica Denise Alves. Muitas dessas espécies são fundamentais para a biodiversidade urbana  e podem ser criadas em caixas racionais , garantindo sua conservação. O manejo sustentável das abelhas fortalece a agricultura , melhora a produção de alimentos  e preserva a biodiversidade . Estudos como os conduzidos pela Esalq/USP  reforçam a importância desses polinizadores para a segurança alimentar e para o equilíbrio dos ecossistemas. Fonte: Aliadas da agricultura e da biodiversidade

  • Macaúba: Biocombustível do Futuro Atrai Investimento Bilionário da Acelen

    A Acelen Renováveis, subsidiária do fundo Mubadala Capital, aposta US$ 3 bilhões na produção de combustível sustentável para aviação. Fruto da Macaúba. Imagem: Neofeed. A Acelen Renováveis , subsidiária do fundo Mubadala Capital, está investindo US$ 3 bilhões  em um projeto inovador para a produção de biocombustíveis sustentáveis  a partir da macaúba, uma palmeira nativa do Brasil com alto potencial energético e baixo consumo de água. Com essa aposta, a empresa busca transformar o Brasil em um líder global na produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF, na sigla em inglês) , um substituto ecológico para o querosene de aviação tradicional. O SAF é uma das principais apostas da indústria para reduzir as emissões de carbono no setor aéreo , e a expectativa é de que esse mercado movimente US$ 400 bilhões por ano globalmente , sendo US$ 30 bilhões apenas no Brasil . Produção Industrial de Óleo de Macaúba Começa no Brasil A Acelen deu um passo importante ao realizar, pela primeira vez, a extração industrial de óleo de macaúba em fluxo contínuo  em seu Acelen Agripark , um centro de inovação agroindustrial em Montes Claros (MG). Antes, esse processo estava restrito a experimentos laboratoriais, sem possibilidade de escalabilidade. 📌 Por que a macaúba é um game changer no setor de biocombustíveis? ✅ Alta produtividade : Gera 2.500 litros de óleo por hectare , cinco vezes mais do que a soja, reduzindo a necessidade de grandes áreas cultiváveis. ✅ Sustentabilidade : O plantio será feito exclusivamente em terras degradadas, respeitando normas internacionais que proíbem biocombustíveis ligados ao desmatamento. ✅ Versatilidade : Pode ser utilizada tanto para Combustível Sustentável de Aviação (SAF)  quanto para HVO (Óleo Vegetal Hidrotratado) , uma alternativa renovável ao diesel. Segundo Victor Barra , diretor de agronegócios da Acelen, a empresa desenvolveu tecnologias inéditas para extração contínua de óleo de macaúba , tornando viável sua produção industrial. “Estamos na fase de comissionamento, testando os equipamentos para garantir máxima eficiência operacional”,  afirma Barra. Acelen Planeja Produzir 1 Bilhão de Litros de Óleo de Macaúba A estratégia da Acelen é ambiciosa: produzir 1 bilhão de litros de óleo de macaúba  em sua refinaria em Mataripe (BA), suprindo a crescente demanda global por combustíveis sustentáveis. Plantação de Macaúba. Imagem: Neofeed Além disso, a empresa já iniciou o plantio das primeiras 85 mudas  em seu Agripark, aproveitando a estação chuvosa. O centro terá capacidade para germinar 1,7 milhão de sementes por mês  e produzir 10,5 milhões de mudas por ano , consolidando a produção em larga escala . 🔹 Investimento total no Acelen Agripark:  R$ 314 milhões 🔹 Financiamento via BNDES:  R$ 258 milhões O Brasil tem uma vantagem competitiva única  nesse setor. Com cerca de 40 milhões de hectares de terras degradadas , o país pode expandir a produção sem comprometer áreas de floresta, posicionando-se como líder global na bioenergia sustentável. São Paulo Também Investe na Macaúba Como Biocombustível A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo  está incentivando o cultivo sustentável da macaúba como alternativa para recuperação de áreas degradadas e produção de biocombustíveis . O Instituto Agronômico de Campinas (IAC)  iniciou pesquisas sobre a palmeira em 2006 , e, em 2023, firmou uma parceria com a Acelen para capacitar pequenos e médios agricultores, tornando a produção acessível e viável economicamente . "O objetivo é transformar São Paulo em um polo nacional na produção de óleos vegetais para biocombustíveis",  afirmou um representante do IAC. O Brasil Rumo à Liderança Global em Bioenergia Com investimentos robustos e uma matéria-prima altamente produtiva, o Brasil está prestes a se tornar uma potência na produção de biocombustíveis sustentáveis . A aposta da Acelen na macaúba como querosene verde  pode consolidar o país como referência na transição para uma economia de baixo carbono , beneficiando tanto o setor aéreo quanto o meio ambiente. Fonte: https://neofeed.com.br/economia/empresa-do-mubadala-reforca-aposta-de-us-3-bilhoes-na-macauba-como-querosene-verde/

  • USP Sustentável: Novo Programa Reforça Compromisso da Universidade com a Sustentabilidade

    A Universidade de São Paulo (USP) lançou um novo programa para fortalecer ações de sustentabilidade e ampliar a participação da comunidade acadêmica em práticas ambientais responsáveis. O USP Sustentável visa dar visibilidade às iniciativas sustentáveis da universidade, além de abrir novos canais de engajamento para alunos, professores e funcionários. A iniciativa reforça o compromisso da USP em tornar seus campi modelos de sustentabilidade para o Brasil, promovendo pesquisas inovadoras, gestão ambiental eficiente e uma cultura acadêmica alinhada às metas globais de desenvolvimento sustentável. Um Movimento pela Sustentabilidade Universitária O USP Sustentável nasce com o objetivo de fortalecer a comunicação sobre projetos ambientais desenvolvidos na universidade, que já conta com mais de 200 iniciativas ativas e 2.500 pesquisadores  focados nessa área. A criação do programa foi motivada pela necessidade de ampliar a visibilidade e a adesão da comunidade universitária às práticas sustentáveis, tornando a USP um exemplo de inovação ambiental. Principais ações do USP Sustentável: ✔️ Criação do portal oficial : USP Sustentável , que reunirá notícias, eventos e projetos. ✔️ Presença digital  no Instagram via @usp.sustentavel , incentivando a interação da comunidade. ✔️ Divulgação de pesquisas e iniciativas  pelo Jornal da USP , com um selo especial para identificar conteúdos relacionados. ✔️ Campanhas periódicas  de conscientização sobre práticas sustentáveis nos campi. “A sustentabilidade tem sido um dos princípios norteadores da nossa gestão. O USP Sustentável joga luz sobre essa produção científica e sobre as iniciativas da Universidade nessa área.”- Carlos Gilberto Carlotti Junior , Reitor da USP Investimentos e Pesquisa: A Sustentabilidade na Prática A USP já investiu R$ 250 milhões  em pesquisas sobre sustentabilidade, com previsão de novos aportes até o final de 2025. A universidade mantém cinco Centros de Pesquisa  dedicados a temas ambientais: Centro de Agricultura Tropical Sustentável (STAC) Centro de Estudos Amazônia Sustentável CCARBON RCGI USP PROCLIMA Além disso, a Superintendência de Gestão Ambiental (SGA) coordena projetos voltados para educação ambiental, uso eficiente de água e energia, mudanças climáticas e mobilidade sustentável . Em 2023, foi criado o Grupo de Trabalho de Transição Energética, formado por especialistas de diversas áreas para desenvolver soluções em descarbonização, geração de energia limpa e segurança energética nos campi da USP. Como Participar do USP Sustentável? A USP convida toda a comunidade acadêmica a se engajar nas iniciativas sustentáveis por meio do portal USP Sustentável . No site, será possível acessar conteúdos sobre práticas ambientais, projetos acadêmicos e oportunidades de participação em eventos e campanhas. Acompanhe também nas redes sociais: 📢 Instagram: @usp.sustentavel Fonte: https://jornal.usp.br/institucional/usp-lanca-novo-programa-para-dar-visibilidade-as-acoes-de-sustentabilidade/

  • Cientistas brasileiros descobrem enzima que pode revolucionar a indústria de biocombustíveis

    Estudo do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) revela molécula capaz de aumentar eficiência de biorrefinarias e acelerar transição para energia sustentável. Enzima descoberta em pesquisa pode aumentar o potencial de quebra da celulose em escala industrial. Créditos: My images Cientistas brasileiros do CNPEM identificaram uma enzima - CelOCE (Cellulose Oxidative Cleaving Enzyme) - com potencial para transformar a indústria de biocombustíveis. A descoberta, detalhada em pesquisa recente e publicada na revista Nature , destaca como a enzima, isolada de microrganismos em solos brasileiros, otimiza a degradação de biomassa, processo crucial para a produção de etanol de segunda geração e outros biocombustíveis. A enzima atua de forma única ao quebrar componentes complexos da biomassa vegetal, como a lignina, substância que dificulta a conversão de açúcares em energia. A CelOCE opera por um mecanismo de clivagem oxidativa, elevando a eficiência de conversão de celulose de 60-70% para 80%. O avanço chega em um momento estratégico, quando o Brasil busca consolidar sua liderança global em biocombustíveis sustentáveis, alinhado às metas climáticas do Acordo de Paris. A eficiência nos processos pode aumentar de 60% para 80% com a utilização da CelOCE. Foto: Jornal Cana A nova enzima não apenas beneficia a produção de etanol, mas também pode ser aplicada na fabricação de bioplásticos e outros materiais renováveis. "Essa descoberta reforça o papel do Brasil como laboratório global de soluções sustentáveis", afirma um dos coordenadores do estudo. A expectativa é que a tecnologia seja testada em escala industrial até 2026, com parcerias já em negociação com empresas do setor sucroenergético. Além do CNPEM, instituições como a Universidade de São Paulo (USP) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) têm contribuído para avanços na área. Uma limitação é a incerteza sobre o volume exato de aumento na produção, que varia com a quantidade de resíduos disponíveis. Comparações com outras descobertas, como enzimas para jet fuel derivado de óleo de etanol de milho ( A new enzyme could turn corn oil into jet fuel ), indicam um campo em rápida evolução, mas a CelOCE destaca-se por seu foco em celulose. Fonte: https://globorural.globo.com/inovacao/noticia/2025/02/cientistas-brasileiros-descobrem-enzima-que-pode-ser-nova-revolucao-nos-biocombustiveis.ghtml

  • Pequenos produtores rurais padecem de exclusão pela falta de conectividade

    Uma pesquisa realizada pela KPMG, em parceria com a Sociedade de Engenheiros da Mobilidade do Brasil, revelou que apenas 16% das propriedades rurais no Brasil possuem acesso à internet de qualidade. Esse déficit tecnológico afeta principalmente pequenos e médios agricultores. Plantação de Milho - Fonte: Shuttershock O engenheiro agrônomo Rodrigo Maule, pesquisador associado do Centro de Agricultura Tropical Sustentável (STAC) e coordenador executivo do Grupo de Políticas Públicas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), ambos da USP, analisa os fatores que dificultam a conectividade no campo e os impactos negativos para os agricultores. Rodrigo Maule – Foto: Gerhard Waller / ESALQ Segundo Maule, a falta de infraestrutura e os altos custos necessários para implementar a conectividade são os principais obstáculos. "A telefonia móvel é o meio mais democrático de comunicação e acesso a dados em qualquer lugar. Contudo, o alto custo e a baixa demanda tornam o atendimento nas áreas rurais pouco atrativo para as operadoras", afirma Maule. INCLUSÃO O pesquisador, que contribuiu com um capítulo no livro "Agro 4.0: Fundamentos, Realidades e Perspectivas para o Brasil", enfatiza que a conectividade é essencial para pequenos produtores e a agricultura familiar. Sem ela, esses profissionais enfrentam barreiras significativas para se integrar ao mercado de produção. "A comunicação facilita o acesso ao mercado, a troca de informações e a comercialização de insumos. A ausência dessa conectividade pode levar à exclusão produtiva e perda de competitividade", analisa Maule. MELHORIAS Maule destaca que uma melhor conexão nas áreas rurais traria benefícios significativos, como acesso à assistência técnica remota. Muitas vezes, produtores esperam semanas por uma visita técnica, causando atrasos na produção. Com a comunicação móvel, problemas podem ser resolvidos rapidamente através de mensagens e compartilhamento de arquivos com técnicos ou outros agricultores. Além disso, a emissão de documentos como notas fiscais e guias de transporte animal seria agilizada com recursos digitais. Sem acesso a essas ferramentas, os agricultores precisam se deslocar até cidades próximas, gastando tempo e recursos. "A boa comunicação facilita o acesso a inovações, melhora a gestão da unidade produtiva e traz grandes benefícios para os agricultores", comenta Maule. INVESTIMENTO Rodrigo Maule afirma que a conectividade rural é uma prioridade para o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o Ministério das Comunicações (MCom) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Esses órgãos possuem secretarias dedicadas ao tema. Um mecanismo importante para melhorar a conexão rural é o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). Criado pela Lei 9.998, de 17 de agosto de 2000, o fundo visa financiar a expansão de serviços de comunicação em escolas, comunidades carentes e áreas rurais. "Precisamos de bons projetos e estudos técnicos para acessar esses recursos e ampliar a conectividade rural, promovendo inclusão produtiva e digitalização. É uma operação irreversível, e devemos oferecer essas condições para produtores de todos os portes", conclui Maule. Veja a matéria, na íntegra, em: https://jornal.usp.br/radio-usp/falta-de-acesso-a-internet-de-qualidade-no-meio-rural-exclui-pequenos-produtores/

  • Comitê Gestor do STAC reuni-se para deliberação de pautas importantes

    Na última segunda-feira (10/06/2024) o comitê gestor do STAC reuniu-se para deliberar sobre assuntos atinentes às atividades do Centro de Estudos. 6º reunião ordinária do Comitê Gestor do STAC. Foto: Fabiana Hamada. Foram discutidos e aprovados os textos de documentos importantes como as Minutas de Deliberação de Criação dos Cargos de Pesquisador Associado e de Conselheiro de Novas Tecnologias. Outra pauta importante a abordada foi a segunda edição do Sustainable Tropical Agriculture School and Tech Tour. Este evento contará com a participação de alunos da China Agricultural University (CAU). Para saber mais sobre esse e outros assuntos relacionados ao STAC, confira em: https://www.stacusp.com.br/

  • Novo Centro de Estudos USP-China abarcará Ciências Agrárias com um de seus eixos temáticos

    O Conselho Universitário aprovou, em reunião realizada no dia 21 de maio, a criação do Centro USP-China, que será diretamente vinculado à Reitoria e centralizará as iniciativas de colaboração entre a Universidade e diversas instituições chinesas. Reunião do Conselho Universitário aprova a Criação do Centro de Estudos USP-China. Foto: Marcos Santos / USP Imagens “Este novo centro faz parte das ações de internacionalização in house da USP, que incluem a criação de diversos centros internacionais em diferentes campi da Universidade, como o Instituto Pasteur, o Centro Internacional para Engenharia Genética e Biotecnologia (ICGEB), o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) e o Centro Internacional de Saúde Planetária com o Instituto Max-Planck. Com a criação do Centro USP-China e outros centros internacionais de pesquisa, a USP se consolida como um eixo de referência em pesquisa científica e inovação na América Latina”, afirmou o reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior. A criação do Centro USP-China é fruto da primeira visita de um reitor da USP à China, realizada em novembro de 2023, marcando um importante passo nas relações acadêmicas entre os dois países, que comemoram 50 anos de colaboração diplomática em 2024. Com base nas experiências de colaborações anteriores e nas discussões com os parceiros chineses durante a visita da comitiva da USP a Beijing e Shanghai, foram estabelecidos quatro eixos temáticos para as atividades do centro: Ciências agrárias; Geociências e meio ambiente; Ciências da saúde; e Línguas, cinema, design e arquitetura. Eixos temáticos que dialogam com as ODS da ONU. Fonte: Jornal da USP. Os temas de sustentabilidade, big data e inteligência artificial serão transversais a todos os eixos, servindo de base para atividades conjuntas que envolverão equipes transdisciplinares de diferentes unidades da USP e instituições chinesas. Veja a matéria completa em: https://jornal.usp.br/institucional/usp-tera-centro-internacional-para-incrementar-acoes-de-colaboracao-com-a-china/

  • Membro do Comitê Gestor do STAC é condecorado com o Título de Pesquisador Emérito do CNPq

    O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), fundado em 1951, está intimamente ligado ao desenvolvimento e à institucionalização da ciência e tecnologia no País. Professor Evaldo Ferreira Vilela ao receber o Título de Pesquisador Emérito do CNPq. Em uma cerimônia que ocorreu no auditório da Escola Naval - Rio de Janeiro - no dia 08 de maio, o professor Evaldo Ferreira Vilela recebeu o título de Pesquisador Emérito do CNPq por suas valiosas contribuições à pesquisa. Além deste, foram agraciados com a mesma honraria a professora do Departamento de Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Josefa Salete Barbosa Cavalcanti ; o professor sênior do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (USP), Pedro Alberto Morettin ; e Ulpiano Toledo Bezerra de Meneses , professor emérito da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da USP. Ex-presidente do CNPq, Evaldo Ferreira Vilela é formado em Agronomia pela Universidade Federal de Viçosa, mestre pela ESALQ/USP e Ph.D. em Ecologia Química, pela University of Southampton, UK. Sua atuação profissional é vasta: Professor Titular aposentado, Pesquisador Visitante da ESALQ e bolsista da FAPESP. Ex-Reitor da UFV. Membro fundador do Centro de Biotecnologia Aplicada à Agricultura-BIOAGRO/FINEP/UFV, onde desenvolveu pesquisas pioneiras em Feromônios de Insetos, em colaboração com as Universidades de Tsukuba/Japão, California-Davis/USA e Nurenberg-Erlangen/Alemanha. Foi Presidente da FAPEMIG, membro de Comitês e parecerista do CNPq, CAPES, FAPEMIG, FINEP e FAPESP. Membro da CTNBio, da Comissão Nacional dos INCT, do Comitê de Avaliação da Embrapa CENARGEN e foi Diretor da Fundação de Apoio FUNARBE/UFV. Foi Presidente da Sociedade Entomológica do Brasil e Coordenador do Projeto Inovação Tecnológica para a Agropecuária, do CTAgro/FNDCT. É membro da Academia Brasileira de Ciências-ABC e do Fórum do Futuro Alysson Paolinelli. Pesquisador 1A do CNPq (de 1996 a 2014). Foi Presidente do CONFAP e é Professor Honoris causa da Universidade Federal de Lavras. Condecorado com a Ordem Nacional do Mérito Científico. Membro da Comissão do PNPG/CAPES 2024-2028 e do Sustainable Tropical Agriculture Center da USP. Titular da Cátedra ´Luiz de Queiroz´ da ESALQ/USP. O Centro de Agricultura de Tropical Sustentável orgulha-se de ser composto por membros tão distintos que se destacam em suas áreas de atuação. Congratulamos o Professor Evaldo Ferreira Vilela pelo reconhecimento da comunidade científica e da sociedade por sua brilhante carreira e contribuição à ciência.

  • Debate organizado pela Faculdade de Saúde Pública da USP abordará temas como pobreza, combate à fome e mudanças climáticas.

    Especialistas, ativistas do setor alimentar, autoridades governamentais, organizações internacionais, redes globais de sistemas alimentares e representantes do G20 estarão reunidos para discutir duas importantes iniciativas lideradas pela presidência brasileira no G20 deste ano: a Mobilização contra as Mudanças Climáticas e a Aliança contra a Fome e a Pobreza. O evento será realizado online no dia 16 de maio, quinta-feira, às 9h, com o tema "Enfrentando a monotonia do sistema alimentar: Oportunidades de ações nas iniciativas da presidência brasileira do G20." A discussão será transmitida pelo Zoom, sendo necessária inscrição prévia através do link: https://g20-foodsystemsmonotony.colab208.com.br/inscricao Fonte: Unsplash Este contexto apresenta uma oportunidade para reavaliar os sistemas alimentares globais, atualmente caracterizados por padrões repetitivos de consumo e produção, que contribuem para problemas de saúde pública e desequilíbrios ambientais. Os sistemas alimentares dominantes dependem fortemente de combustíveis fósseis, especialmente na produção de fertilizantes e pesticidas. Além disso, a produção é centrada em commodities, alimentos industrializados (particularmente ultraprocessados) e pecuária intensiva, levando a consequências como poluição ambiental, perda de biodiversidade e diversos problemas sociais e de saúde. Foto: Ricardo Stuckert/PR/Agência Brasil Os organizadores do evento acreditam que o G20 deve abordar essa questão com seriedade, buscando soluções eficazes para combater a monotonia dos sistemas agroalimentares, inspirando-se em experiências bem-sucedidas do Sul Global. O seminário é promovido pela Cátedra Josué de Castro da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP; pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) – Combate à Fome (sediado na FSP-USP); pelo Instituto Comida do Amanhã; pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) – Sustentabilidade; pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec); e pelo Instituto Fome Zero. Veja a matéria completa em: https://jornal.usp.br/universidade/evento-discute-forcas-tarefa-contra-as-mudancas-climaticas-e-combate-a-fome-e-a-pobreza/

  • Macaúba e Babaçu: Software identifica e faz contagem de palmeiras

    MacView  é uma ferramenta online desenvolvida pela Embrapa Agroenergia (DF) para identificar e contar plantas de macaúba (Acrocomia spp.) e babaçu (Attalea speciosa) em áreas de ocorrência natural e cultivo. Ambas as palmeiras são nativas do Brasil, e seus frutos podem ser usados para diversos fins, incluindo a produção de óleos vegetais, biomassa para biocombustíveis, além de aplicações alimentícias e cosméticas. Legenda: A macaúba, cujo nome científico é Acrocomia aculeata, é conhecida também como macaíba, bocaiúva, dendê mineiro, entre outros Foto: Shutterstock O sistema usa inteligência artificial para distinguir e contar essas palmeiras através de imagens captadas por veículos aéreos não tripulados (VANTs), também conhecidos como drones. O relatório gerado detalha a contagem das populações, facilitando o mapeamento de áreas de dispersão natural e o monitoramento de áreas cultivadas. Legenda: Mapeamento de palmeiras de Macaúba e Babaçu feita por drones. Foto: site da Embrapa. Combinado a outras informações de inteligência territorial, como dados de transporte e disponibilidade energética, a ferramenta auxilia na tomada de decisões por parte de governos e empresas privadas. Ter dados precisos sobre a distribuição dessas palmeiras é crucial para o planejamento do manejo e exploração econômica em regiões onde essas espécies são abundantes. Sobre a Macaúba A macaúba é uma importante oleaginosa nativa do Brasil, com potencial para ser explorada como fonte de óleo para produção de biodiesel, combustíveis de aviação e diesel renovável. No entanto, a espécie ainda não é amplamente cultivada em grandes áreas. Assim, a identificação de áreas de macaúba em florestas nativas se torna uma ferramenta crucial para sua exploração. Por essa razão, o software foi criado como um sistema simplificado e gratuito para identificar e contar essas duas palmeiras. Foto: site da Embrapa. Com esse sistema, será possível mapear em larga escala a distribuição dessas plantas no território nacional, superando as limitações dos inventários feitos presencialmente e das amostragens populacionais. Essas informações são valiosas para o planejamento de manejo e conservação das espécies e também para projetos que buscam explorar economicamente os maciços naturais. Além disso, a ferramenta pode ser utilizada para monitorar áreas cultivadas. Público-alvo O público-alvo do MacView abrange produtores rurais, empresas especializadas em inventários utilizando imagens de drones, grupos de investimento em bioeconomia, pesquisadores, e órgãos públicos envolvidos no monitoramento e no aproveitamento de recursos naturais. Esses grupos precisam realizar levantamentos de ocorrência natural ou monitorar áreas cultivadas de palmeiras como a macaúba e o babaçu. “O ativo é inovador e vai sanar uma das dores dos empresários que pretendem explorar comercialmente macaúba e babaçu de ocorrência natural: a quantificação das palmeiras para estimar o potencial produtivo das biomassas em maciços naturais em propriedades de pequeno a grande porte. O software é de uso gratuito e pretendemos atingir o maior número possível de usuários”, explica a chefe-adjunta de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agroenergia - Patrícia Verardi Abdelnur. O software Macview  é uma das tecnologias que a Embrapa lançou no dia 25 de abril, durante as comemorações dos seus 51 anos. A ferramenta está na fase conhecida como "beta test", o que significa que é um protótipo funcional. A liberação ao público neste estágio tem como objetivo permitir que os usuários tenham acesso antecipado aos resultados das pesquisas científicas da Embrapa. No entanto, como o sistema ainda não está totalmente maduro, ele pode apresentar alguma instabilidade. Por isso, é aconselhável usá-lo com cautela. O MacView  é um sistema web que utiliza um modelo computacional baseado em técnicas de aprendizado profundo (deep learning) e já está em fase de produção. Para ter acesso, entre por este link: https://sistemas.cnpae.embrapa.br/macview/inicial/ Veja a matéria completa em: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/88522610/software-identifica-e-faz-contagem-de-palmeiras-macauba-e-babacu

  • STAC contribuirá na promoção de pesquisas sobre segurança alimentar e manutenção do meio ambiente sustentável

    O lançamento do Centro de Agricultura Sustentável (STAC), no dia 11 de abril, marca um importante passo na busca por soluções inovadoras e baseadas na ciência para a agricultura tropical sustentável no Brasil. A cerimônia de lançamento contou com a presença de diversos setores interessados, incluindo empresários do agronegócio, pesquisadores e representantes dos governos federal e estadual. Durante o evento de lançamento, o reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior, destacou a importância do centro como uma plataforma para cocriação, permitindo a participação de diversos parceiros na busca por soluções desde o início dos projetos. Essa abordagem colaborativa, com financiamento conjunto, fortalece a capacidade de pesquisa e inovação. O Magnífico Reitor, Dr. Carlos Gilberto Carlotti Junior, em sua fala na abertura da cerimônia. O STAC foi criado com a missão de promover a interação entre as diferentes unidades da USP e outras instituições públicas e privadas, incentivando pesquisas colaborativas entre áreas complementares. O objetivo é articular soluções estratégicas e inovadoras que contribuam para a prosperidade do País por meio da agricultura tropical sustentável. O coordenador do Stac, Durval Dourado Neto, apresentou os cinco principais projetos do centro, cada um voltado para diferentes aspectos da agricultura sustentável: Domesticação da Macaúba : Foca na domesticação e cultivo da planta macaúba, uma espécie tropical com potencial para diversas aplicações. Selo Verde Brasil : Um projeto que visa criar um selo de sustentabilidade para produtos agrícolas, destacando práticas sustentáveis no setor. Inteligência Territorial e Segurança Alimentar : Este projeto busca estudar e desenvolver soluções para questões de segurança alimentar e planejamento territorial. Conectividade Rural : Visa melhorar a conectividade e infraestrutura nas áreas rurais, facilitando o acesso à tecnologia e ao conhecimento. Recuperação de Pastagens Degradadas : Este projeto busca soluções para a recuperação de áreas de pastagem degradadas, contribuindo para a sustentabilidade do setor agropecuário. Coordenadores de Centros de Estudos (Profº Durval Dourado Neto - Coordenador do STAC - segundo da esquerda para a direita). O Stac faz parte de uma rede de sete centros criados pela USP para abordar grandes temas relevantes para a sociedade global. Esses centros abrangem uma ampla variedade de áreas, como Amazônia Sustentável, Carbono em Agricultura Tropical, Gases de Efeito Estufa, Inteligência Artificial, entre outros. Cada um desses centros é vinculado à Reitoria da USP e adota uma abordagem multidisciplinar, envolvendo pesquisadores e professores de diversas áreas, tanto internos quanto externos à universidade, do Brasil e do exterior. https://jornal.usp.br/institucional/centro-de-agricultura-tropical-sustentavel-atuara-em-pesquisas-sobre-seguranca-alimentar-e-meio-ambiente/

  • ESALQ NOTÍCIAS 366/2024: LANÇAMENTO OFICIAL DO CENTRO DE AGRICULTURA TROPICAL SUSTENTÁVEL (STAC)

    Na manhã de 11 de abril, o Fórum da Agricultura Tropical Sustentável foi realizado no espaço Inova USP, no campus Butantã, em São Paulo. Foi dado destaque ao lançamento do Centro de Agricultura Tropical Sustentável (STAC), um dos novos centros de estudos interdisciplinares da USP, localizado no campus Luiz de Queiroz em Piracicaba (ESALQ). Matéria publicada em 12/04/2023 no Informativo eletrônico interno do ESALQ Notícias.

  • Centros de Estudos mostram como a USP abordará temas da agenda global

    “O objetivo do evento Centros de Estudos da USP: agendas globais na pauta da USP  é mostrar como a Universidade se organizou para tratar de temas que são relevantes para o Estado de São Paulo, para o País e para temas globais”, descreve seu coordenador, o professor José Sebastião dos Santos, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. O evento será realizado nesta segunda-feira, 8 de abril, às 9h, no prédio do Centro de Difusão Internacional (CDI), na Cidade Universitária, com a presença do reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior. Ciclo de encontros acadêmicos debaterá o estágio atual e o futuro da ciência no Brasil Serão apresentados as temáticas e os propósitos dos sete centros: Amazônia Sustentável (Ceas), Carbono em Agricultura Tropical (CCarbon), Agricultura Tropical Sustentável (Stac), Gases de Efeito Estufa (RCGI), Tecnologias Convergentes para Oncologia de Precisão (C2PO), Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquinas (Celaam), Observatório das Instituições Brasileiras (COI). A ideia é que cada centro mostre o que já foi produzido e quais são as perspectivas de seu leque de trabalho, a saber: produção de mais conhecimento, qualificação, capacitação, formação de pessoas e possibilidade de atuação em termos de extensão e cultura. No período da tarde, em  corners  (pontos) colocados no saguão do CDI, representantes de cada centro estarão à disposição para organizar  networks  para eventuais interessados. Reuniões específicas poderão ser realizadas no mezanino do CDI. O evento  Centros de Estudos da USP: agendas globais na pauta da USP  é o primeiro da série de encontros acadêmicos Futuro da Ciência no Brasil  que serão realizados, um por mês, até julho.  https://jornal.usp.br/universidade/o-objetivo-e-mostrar-como-a-usp-estuda-e-pesquisa-temas-relevantes-para-o-pais-e-o-mundo/?fbclid=IwAR1M-R4_mkCgx0GvF1fH1UjPf7xgDIS9naSaj2WOCUtu5RltqzMewKPN-ws

  • Fórum da Agricultura Tropical Sustentável

    USP PROMOVERÁ LANÇAMENTO DO CENTRO DE AGRICULTURA SUSTENTÁVEL O Centro de Agricultura Tropical Sustentável ( Sustainable Tropical Agricultural Center -STAC), um dos sete Centros de Estudos criados pela Universidade de São Paulo (USP) e sediado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), será lançado durante o Fórum da Agricultura Tropical Sustentável, no dia 11 de abril de 2024, na Cidade Universitária. O Fórum da Agricultura Tropical Sustentável, trará como tema ‘A quíntupla hélice da Inovação (interações entre academia, empresas privadas, governo, meio ambiente, e sociedade) na Sustentabilidade e Rastreabilidade em Ambiente Tropical’. O Reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Júnior, fará a abertura do evento que contará com personalidades envolvidas no setor. O Centro sediado na Esalq Aprovado pelo Conselho Universitário USP, em 7 de março de 2023, o Centro de Agricultura Tropical Sustentável, coordenado por Durval Dourado Neto, docente do departamento de Produção Vegetal da Esalq, desenvolve atividades científicas interdisciplinares relacionadas ao ensino, à pesquisa e à extensão, visando ao desenvolvimento da agricultura sustentável nos biomas brasileiros. O STAC prepara o diagnóstico e prognóstico, com enfoque em segurança alimentar (quantidade) e alimento seguro (qualidade), da participação do Brasil na produção e consumo de alimentos no mundo no curto, médio e longo prazo; organiza a proposição de soluções estratégicas de políticas públicas e projetos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas. As linhas de pesquisa são definidas com as lideranças de pesquisa da USP, incluindo a Esalq, o Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), a Escola Politécnica e o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação, além dos parceiros da USP no Brasil, como o Instituto Agronômico de Campinas, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal de Lavras (Ufla) e Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), em Botucatu. No exterior, a Wageningen University and Research, University of California – Davis, Cornell University e China Agricultural University . Serviço Data: 11 de abril de 2024 Horário: 8:30 às 10:30 Local: Sala do Inova USP (USP / São Paulo) Texto: Alicia Nascimento Aguiar | MTB 32531 | 26.03.2024 Matéria publicada em: https://www.esalq.usp.br/banco-de-noticias/usp-promover%C3%A1-lan%C3%A7amento-do-centro-de-agricultura-sustent%C3%A1vel

  • Jornal da USP: Novo centro da USP vai promover o desenvolvimento da agricultura sustentável nos biomas brasileiros

    "Os projetos serão conduzidos a partir de pesquisas, educação, inovação e empreendedorismo, articulados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030" O Centro de Agricultura Tropical Sustentável (STAC) da USP, liderado pelo professor Durval Dourado Neto, busca promover a agricultura sustentável nos biomas brasileiros alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Composto por Comitê Gestor, Conselho e cinco Diretorias, o STAC visa consolidar a liderança da USP no setor agropecuário, incluindo pesquisa, educação, inovação, comunicação e cooperação internacional. O centro enfrentará desafios como o uso racional de recursos e a promoção de políticas públicas para garantir a segurança alimentar e atender às demandas globais. Matéria publicada em 18/04/2023 no Jornal da USP por Cláudia Costa.

  • ESALQ: Docentes da ESALQ coordenarão novos centros de estudos da USP

    O Conselho Universitário da Universidade de São Paulo aprovou a criação de quatro novos centros de estudos multidisciplinares: Centro de Estudos e Tecnologias Convergentes para Oncologia de Precisão, Centro de Estudos Amazônia Sustentável, Centro de Agricultura Tropical Sustentável e Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical. Dois desses centros serão coordenados por docentes da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP). Eles terão estrutura multidisciplinar e focarão em ensino, pesquisa e extensão, contando com a participação de pesquisadores e professores de diversas áreas, tanto da USP quanto de outras instituições. Esses centros visam desenvolver soluções inovadoras e estratégias para desafios específicos, como mitigação das mudanças climáticas na agricultura tropical e promoção da sustentabilidade agrícola nos biomas brasileiros, alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Os centros coordenados pela Esalq serão sediados nessa instituição. Coordenadores dos centros Durval Dourado Neto e Carlos Eduardo Pellegrino Cerri | Crédito: Gerhard Waller Matéria publicada em 08/03/2023 no banco de notícias da ESALQ por Alicia Nascimento Aguiar

  • STAC oferta bolsas de Pós-Doc

    A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), em parceria com a China Agricultural University e o STAC, abre duas vagas para bolsas de pós-doutorado  vinculadas ao projeto internacional “Desenvolvimento de um Sistema de Monitoramento Dinâmico e Gestão de Precisão para Cultivo Composto de Soja e Milho Utilizando Dados Integrados de Satélite, Aerotransportado, Terrestre e Rede”. Sobre o Projeto O projeto visa otimizar o cultivo de soja e milho — culturas essenciais para a segurança alimentar global — por meio de um sistema integrado de monitoramento e gestão agrícola de precisão. A iniciativa busca: Coletar e integrar dados de múltiplas fontes (satélites, drones, sensores terrestres e redes sem fio) para monitorar parâmetros como altura das plantas, cobertura do dossel, refletância espectral e índices de vegetação durante o ciclo de crescimento; Desenvolver um sistema de gestão dinâmica que ajuste estratégias de irrigação, fertilização e controle de pragas em tempo real, conforme as condições das culturas e do ambiente; e Contribuir para a sustentabilidade agrícola e a eficiência no uso de recursos, reduzindo impactos ambientais e maximizando a produtividade em sistemas de rotação soja-milho no Brasil e na China. Vigência do projeto:  01/01/2025 a 31/12/2027. O gerenciamento de precisão inclui medidas como irrigação, aplicação de fertilizantes e controle de pragas, de acordo com o status de crescimento das culturas e as condições ambientais. Imagem: Leonardo AI Perfil dos Candidatos Requisitos essenciais: Doutorado concluído há menos de 7 anos nas áreas de Ciências Agrárias, Engenharia Agrícola, Ciência da Computação, Sensoriamento Remoto, Agronomia  ou correlatas; Experiência em análise de dados geoespaciais, processamento de imagens de satélite/UAV, ou desenvolvimento de sistemas de gestão agrícola; Conhecimento em programação (Python, R, MATLAB) e ferramentas de IA/ML para integração de dados heterogêneos; e Inglês fluente (desejável - o projeto envolve colaboração internacional). Diferenciais: Familiaridade com redes de sensores sem fio (WSN) ou tecnologias de agricultura de precisão; Publicações em temas como agricultura sustentável, monitoramento de culturas ou modelagem ambiental; e Interesse em trabalhos interdisciplinares e cooperação Brasil-China. Atribuições dos Bolsistas Participar do desenvolvimento de algoritmos para integração de dados de satélite, drones, sensores terrestres e redes; Contribuir para a modelagem de sistemas de decisão em gestão de cultivos; e Publicar resultados em periódicos de alto impacto e colaborar com equipes internacionais. O projeto busca estabelecer bases científicas para sistemas de agricultura inteligente, promovendo eficiência produtiva e redução de impactos ambientais. Imagem: My images Benefícios Bolsa FAPESP de pós-doutorado (R$ 12.000,00 mensais + reserva técnica de 10% do valor anual da bolsa para despesas relacionadas à pesquisa); Integração a um consórcio de pesquisa de ponta entre instituições brasileiras e chinesas; e Oportunidade de atuar em um projeto estratégico para segurança alimentar e inovação agrícola. Mais informações: Edital completo: Link 1  | Link 2 Detalhes do projeto: BV FAPESP Junte-se a nós! Sua pesquisa pode impactar a produção sustentável de alimentos em escala global. 🌱🛰️

  • Ervas Daninhas vs. Lavouras: Como Reduzir o Banco de Sementes e Aumentar a Produtividade

    As ervas daninhas são competidoras implacáveis na agricultura, superando cultivos na absorção de água, luz e nutrientes. As ervas daninhas são um dos principais desafios da agricultura moderna. Imagem: Fieldview Na competição por água, luz e nutrientes, as ervas daninhas frequentemente levam vantagem sobre as culturas agrícolas, prejudicando a produtividade . Segundo Rafael Pedroso, professor do Departamento de Produção Vegetal da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, essas plantas invasoras são altamente adaptadas a ambientes adversos, tornando seu controle um desafio global. Para combater esse problema, pesquisas recentes apontam estratégias inovadoras para reduzir o banco de sementes de ervas daninhas no solo. Por Que as Ervas Daninhas Levam a Melhor? Estudos da Universidade de São Paulo (USP) destacam que as ervas daninhas possuem mecanismos superiores de adaptação: Alta plasticidade fenotípica:  Alteram crescimento conforme recursos disponíveis; Germinação escalonada:  Sementes permanecem dormentes por anos, garantindo sobrevivência; Eficiência nutricional:  Absorvem nutrientes 30% mais rápido que cultivos como milho e soja. Essas características sustentam seu banco de sementes — reservatório de propágulos no solo que perpetua infestações. Soluções Científicas para Reduzir o Banco de Sementes 1. Rotação de Culturas e Consórcio   A rotação de culturas quebra o ciclo de vida das ervas daninhas, evitando a acumulação de sementes específicas. Estudos mostram que cultivos como aveia-preta ou tremoço, quando inseridos na rotação, reduzem em até 60% a emergência de invasoras (Silva et al., 2023). Além disso, o consócio de culturas (ex.: milho com feijão) cria competição por recursos, limitando o espaço para ervas daninhas. 2. Uso de Culturas de Cobertura   Plantas de cobertura, como a mucuna-preta, funcionam como "supressoras naturais". Elas liberam substâncias alelopáticas (que inibem o crescimento de outras plantas) e formam uma barreira física contra a luz, reduzindo a germinação de sementes de ervas daninhas. Uma pesquisa publicada no Journal of Weed Science  (2024) destaca que essa técnica diminuiu o banco de sementes em 45% em áreas de soja. 3. Técnica do "Leito de Sementes Falso" (Stale Seedbed)   Essa prática consiste em preparar o solo e aguardar a germinação das sementes de ervas daninhas, eliminando-as antes do plantio da cultura principal. Um estudo da Universidade de Nebraska  (2023) demonstrou que a combinação dessa técnica com herbicidas pré-emergentes aumenta a eficácia em 70% 4. Bioherbicidas e Controle Biológico   Fungos como Fusarium  spp. e bactérias do gênero Pseudomonas  têm se mostrado eficazes no controle de sementes de ervas daninhas. Um artigo no Agronomy Journal  (2024) revelou que bioherbicidas à base de extratos de Chenopodium ambrosioides  reduzem a viabilidade de sementes em até 80% 5. Manejo Integrado e Tecnologia   Sistemas de agricultura de precisão, como sensores de ervas daninhas e aplicação localizada de herbicidas, otimizam o uso de insumos e evitam a resistência. Dados da Embrapa  (2024) indicam que essas ferramentas reduzem em 50% a necessidade de herbicidas convencionais Combater o banco de sementes de ervas daninhas exige estratégias multifacetadas. A integração de métodos culturais, biológicos e tecnológicos não só preserva a fertilidade do solo, mas também aumenta a sustentabilidade agrícola. "O manejo inteligente é a chave para equilibrar produtividade e ecologia" - Rafael Pedroso Fonte: https://jornal.usp.br/atualidades/na-competicao-por-recursos-ervas-daninhas-acabam-levando-a-melhor/ Referências Científicas: Silva, J.C. et al. (2023). Crop Rotation and Weed Suppression . Revista Brasileira de Agroecologia. Johnson, L. (2024). Cover Crops and Allelopathy . Journal of Weed Science. Nebraska University (2023). Stale Seedbed Technique . Relatório Técnico. Agronomy Journal (2024). Bioherbicides in Weed Management . Embrapa (2024). Precision Agriculture and Weed Control .

  • Conectividade Rural com o Projeto Semear Digital

    A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e a Embrapa Agricultura Digital se uniram à Elsys e à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo para levar conectividade rural e tecnologia digital para pequenos e médios produtores. O acordo deve beneficiar produtores rurais em Alto Alegre, Jacupiranga e Lagoinha. Imagem: Embratel A iniciativa faz parte do Projeto Semear Digital, financiado pela FAPESP, e busca modernizar a agricultura por meio da digitalização e automação no campo. Os municípios paulistas de Alto Alegre, Jacupiranga e Lagoinha foram escolhidos como Distritos Agrotecnológicos (DATs) e serão os primeiros a receber antenas de longo alcance para cobertura 4G. Essa conectividade permitirá o uso de sensores inteligentes, automação agrícola e inteligência artificial, promovendo um manejo mais eficiente e sustentável da produção agropecuária. Segundo Luciana Alvim Romani, coordenadora de parcerias do Semear Digital e pesquisadora da Embrapa, os DATs servirão como plataformas de teste para dispositivos de Internet das Coisas (IoT), permitindo validar novas tecnologias para o campo. Inteligência Artificial no Controle de Pragas Além da conectividade, o projeto trará armadilhas inteligentes para controle da broca-da-cana-de-açúcar, uma das pragas mais destrutivas da cultura. A tecnologia desenvolvida pela Elsys AI combina visão computacional e inteligência artificial para: 📸 Capturar e identificar insetos automaticamente; 🌍 Monitorar lavouras em tempo real; 📲 Enviar alertas via celular aos produtores; e 🌱 Reduzir o uso de defensivos agrícolas, tornando o manejo mais sustentável. "O objetivo é contribuir para aumentar a competitividade do pequeno e médio produtor paulista por meio da agricultura digital" - Priscilla Fagundes (IEA) Fonte: Embrapa Com essas soluções, os produtores terão um planejamento mais eficiente e sustentável, otimizando a produção e reduzindo impactos ambientais. O Futuro da Agricultura Digital O Semear Digital também inclui a participação de instituições como CPQD, Instituto Agronômico (IAC), Instituto de Economia Agrícola (IEA), Inatel e Universidade Federal de Lavras (UFLA). A meta é promover a inclusão digital de pequenos e médios agricultores, oferecendo treinamento, novas tecnologias e suporte técnico para aumentar a competitividade do setor. Com o avanço da conectividade no campo, a Esalq e a Embrapa consolidam-se como referências na transformação digital da agricultura brasileira, garantindo produtividade, eficiência e sustentabilidade para o agronegócio. Fonte: https://www.comprerural.com/parceria-vai-levar-conectividade-e-tecnologia-digital-para-manejo-de-pragas-em-pequenas-e-medias-propriedades/

  • Pesquisadores da USP Desenvolvem Fertilizante Inovador que Aumenta a Produtividade no Campo

    A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), em parceria com o Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena/USP) e apoio da FAPESP, desenvolveu um fertilizante nitrogenado multinutriente que promete aumentar a produtividade no campo e minimizar impactos ambientais. A inovação reduz as perdas de nitrogênio no solo, melhora a absorção de nutrientes e pode ser um divisor de águas para a agricultura sustentável no Brasil. Créditos: Freepik. A Inovação da USP Bruno Cassim, doutorando na Esalq – Foto: Esalq/USP O novo fertilizante da USP, desenvolvido pelo pesquisador Bruno Cassim, doutorando da Esalq, combina ureia, micronutrientes e o estabilizador NBPT para reduzir essas perdas. A adição de micronutrientes em macro ou nanoescala aumenta a disponibilidade de nutrientes para as plantas e reduz a volatilização do nitrogênio. ✅ Principais benefícios da tecnologia: ✔ Maior eficiência no uso do nitrogênio ✔ Redução do impacto ambiental ✔ Aumento da produtividade das lavouras ✔ Melhor absorção de nutrientes pelas plantas Segundo um estudo recente do Instituto Federal Goiano ( Silva, 2024 ) , o desenvolvimento de fertilizantes de eficiência aumentada está diretamente ligado à sustentabilidade agrícola e ao crescimento da produção. Outras pesquisas indicam que a adoção de substâncias húmicas na fertilização nitrogenada pode melhorar significativamente a produtividade do milho ( Falqueto, 2024 ) . O Papel dos Fertilizantes Nitrogenados na Agricultura O nitrogênio é essencial para o crescimento das plantas, mas fertilizantes convencionais, como a ureia, apresentam desafios. Quando aplicados, podem ser rapidamente perdidos por volatilização na forma de amônia, reduzindo a eficiência da adubação e aumentando os custos para os produtores. 📌 Problemas dos fertilizantes tradicionais: ❌ Baixa eficiência : parte do nitrogênio é perdido para a atmosfera ou lixiviado para os lençóis freáticos. ❌ Impacto ambiental : contaminação da água e aumento das emissões de gases do efeito estufa. ❌ Altos custos : desperdício de nutrientes gera maior necessidade de aplicação. Próximos Passos e Perspectivas para o Agronegócio O fertilizante está em fase de testes e já apresenta resultados promissores em laboratório e campo. No entanto, os pesquisadores ainda investigam algumas interações físico-químicas antes da comercialização. O impacto dessa inovação pode ser enorme: produtores terão acesso a uma alternativa mais eficiente e sustentável, reduzindo custos e aumentando a produtividade sem comprometer o meio ambiente. Fonte: https://jornal.usp.br/radio-usp/fertilizante-em-desenvolvimento-busca-aumentar-a-produtividade-no-campo/

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